terça-feira, 20 de julho de 2010

Um furacão enfurecido.

UM FURACÃO ENFURECIDO.

Um furacão enfurecido, tão cheio e tão vazio passava calmo, passava frio.
Espalhava as nuvens do céu, azul como o mar que se derretia ao ver o furacão passar.
Tão rápido e tão feroz ele levantava a areia, que degustava o ar que ele trazia.
Ele abrilhantava a noite junto às estrelas e refletia na luze do dia.
Ele brincava de viver, de aprender, de sumir, de ser; brincava de alegrar, entristecer, de ser furacão, de aparecer.
Ele era tudo e ao mesmo tempo nada.
Sentia, construía. Chorava, se desmanchava.
Ele era bipolar.
(BRUNO TAVARES)

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