sábado, 24 de julho de 2010

Despedaçado.

Vou cortando o meu destino, rastejando-me sem ar.
A minha dor é uma rosa despetalada, o meu amor é uma mentira bem contada.
As cicatrizes invisíveis vão pausando as batidas do meu coração, delicado e misterioso.
O passado ecoa levemente, o presente ládra como um cão monstruoso e, o futuro, é assassino da minha loucura.
O sol não arde mais na pele e, a lua, não me banha mais com seu brilho.
Com meu olhar perigoso e sem primavera, vou jurando meus passos, no dia, sem sombra e sem radar.
Despedaçado, termino na noite má.

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