terça-feira, 20 de julho de 2010

Grito.

Grito.

Ouço um som bem distante levemente ecoando em meus ouvidos, ruídos atrás de ruídos, barulhos esquisitos.
Um grito de socorro bem distante de mim e esse som não me abandona. As lágrimas escorrem dos meus olhos, que procuram rapidamente uma direção.
É um grito de vida, de amor, uma súplica de retirada da dor.
Corro por todos os lados a procurar e novamente choro por não encontrar. O nervosismo me domina, sinto arrepios ao ouvir cada vez mais a pessoa gritar, gritar e gritar.
Levemente o grito ecoa, muito levemente e depois de muito procurar, de vasta angústia, finalmente eu cheguei perto. A voz sumiu como num piscar de olhos, como o sol que some ao cair da noite e a lua que some ao amanhecer do dia.
Eu gritei sonhando depois de estar acordado, pois o grito que eu ouvia era de um coração apaixonado.

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